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A nossa rede de segurança

Domingo, 30.10.16

 

 

 

O que é que nos ajuda a lidar com os momentos difíceis da vida? As despedidas, as tristezas, os medos?

Há quem considere que depende de uma capacidade de resistência ou resiliência que uns têm e outros não. Isto pressupõe que uns são fortes e outros frágeis, uns superam melhor e outros pior ou não superam mesmo.

Prefiro pensar na hipótese de todos conseguirem lembrar a sua rede de segurança e, se não a lembram, aprender a construi-la:

 

 

 

Houve um tempo-espaço de absoluta segurança

num passado, perto do início de tudo.

Nem todos se lembram desse tempo-espaço

mas essa sensação de segurança está lá

mesmo em experiências muito amolgadas.

 

Penso que todos temos essa energia vital

a partir do momento em que decidimos viver.

Porque é disso que se trata:

no início de tudo escolhemos viver.

 

Toda a nossa vitalidade se organizou para viver.

Respiramos essa vitalidade inicial.

 

Esse tempo-espaço prolonga-se até se tornar passado-presente.

É a nossa rede de segurança.

 

Voltamos lá, a esse tempo-espaço

sempre que caímos ou que nos magoamos.

É um lugar secreto, só nosso

onde nada nem ninguém nos pode destruir.

Aí podemos recuperar a nossa vitalidade inicial

e arriscar novas experiências.  

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 10:26

A música e a vida: quando as nossas origens chamam por nós

Quinta-feira, 30.05.13

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 16:47

Balanço do ano que passou e anúncio do ano que se inicia

Sexta-feira, 28.12.12

 

O fim de mais um ano é sempre uma época para fazer balanços: o que fizemos e o que ficou por fazer, o que poderíamos ter feito melhor, o que aprendemos com as experiências que vivemos e com as interacções humanas. 

É também a oportunidade para rever o filme do ano: as partes boas e as partes más, e ter a coragem de não saltar as más, de não as apagar da memória. Muito do que aprendemos surge com experiências que podemos considerar, numa primeira análise, como uma experiência para esquecer. Aconselho vivamente, pelo contrário,  a mantê-la na memória até aprender com a experiência.

 

Este ano trouxe-me de tudo um pouco: desafio aos neurónios, a sua melhor parte aliás, mas também carinho partilhado, amizades, risos, sonhos.

E aprendi imensa coisa: que as aparências iludem completamente, que as lideranças em cargos de topo em instituições, países, organizações europeias e internacionais, não estão à altura da sua enorme responsabilidade.

Também aprendi que ninguém nos diz a verdade sobre o que nos espera no ano que vem nem nos anos mais próximos, e que nos estão a arrastar para um cenário de baixos salários, exclusão da vida activa, emigração, ausência de qualidade de vida e baixas expectativas para uma maioria da população.

Aprendi ainda que os gestores políticos não têm de prestar contas pela alteração do seu programa, pela alteração das regras do jogo, pela ficção e pela propaganda com que iludem os cidadãos. Também os gestores financeiros nada têm a propor para melhorar o cenário, porque de nada podem ser responsabilizados. Só têm de esperar que, custe o que custar, os cidadãos aguentem a crise.

Digamos que foi um ano muito instrutivo.

 

Ainda dizem que o mundo não acabou... O mundo, tal como o conhecemos, a maioria de nós, acabou mesmo.

O mundo agora é dos que vivem noutra dimensão, onde não há consciência nem responsabilidade, onde não há qualquer contacto incómodo com a realidade, a pobreza, a fome, que chatice, isso é para pensar duas ou três vezes por ano, a generosidade dos portugueses...

O mundo agora é dos que decidem pelos demais, pela população de um país, de países, de um continente, qual o seu salário, qual o seu nível de vida, quais as expectativas a que têm direito, e por aí adiante.

O mundo que agora se impõe é o da cultura corporativa baseada no poder financeiro que domina o poder político, e a que têm de se subordinar a economia e a vida concreta dos cidadãos. E ainda nos falam de democracia cá e na Europa. Esse mundo ficou no papel, porque já nada se assemelha a uma democracia nem à tal comunidade coesa e solidária que se quis construir.

 

Para desejar a todos o início de um novo ano com a vitalidade e a coragem necessárias para enfrentar estes desafios, aqui vai uma perspectiva criativa da empatia, a base das interacções humanas equilibradas e saudáveis:

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 19:13

...

Quinta-feira, 28.05.09

 

 

Ainda sonho com esses dias

do sol sobre todas as coisas

 

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 09:05

...

Domingo, 24.05.09

 

 

Sentimento pleno

profundo

 

como a ligação física a uma paisagem 

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 20:23

Do Baú:

Sexta-feira, 27.03.09

 

                                        

 

                                          Um pouco de infinito

 

 

Por vezes perguntava-me porquê. Porquê aquele súbito entrever de um sentimento muito mais profudo, muito mais forte, mas tão fugidio, tão impenetrável! Vislumbrava-o apenas e já se esfumava, como se tivesse sido uma ilusão.

Mas não era. E eu sabia. Sentia-o ainda em mim, em todo o meu ser. Permanecia ainda a sensação de que algo de maravilhoso me penetrara, percorrera milhões de vezes a minha vida num segundo, nem tanto. E se fora.

Sentia ainda em mim a beleza desse momento vivo. Era como se tivesse compreendido de repente quem era, o que fazia ali, porque e como a vida se desenrolava entre tantas outras vidas, aparentemente desencontradas, aparentemente sem sentido. 

Parecia magia, mas não era! Era uma certeza tão sólida como todas as outras. Era como um elo entre mim e o universo, leve cumplicidade de ter encontrado, num relâmpago, o que me unia com o que até aí me parecera incongruente. 

Mas como explicar o que sentia nesses momentos? Como a linguagem é limitada! Mas como também é desnecessária!

Não sei agora, depois de tudo passar... É como se tivesse de novo regressado do infinito. Para de novo voltar.

 

 

 

 

 

 

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publicado por Ana Gabriela A. S. Fernandes às 11:09








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